Eupreendedoras Elas para Eles e Elas para Elas

Eupreendedoras Elas para Eles e Elas para Elas

Foi no final de 2014 que o projeto Eupreendedoras Realizadoras de Sonhos começou a engatinhar. Quatro mulheres, quatro mundos, quatro competências e uma vontade em comum: acompanhar mulheres e homens, seres humanos, a eu-preender.

Adotamos o termo EUpreendedorismo, criado pela rede colaborativa Ubuntu. Segundo a própria, eupreender “é um modelo mental, uma forma de pensar e agir, que busca a ampliação da consciência dos indivíduos para que estes possam realizar seus projetos profissionais ou pessoais, construindo um futuro a partir de suas essências”.

Assim foi com o nome e com o próprio projeto – um constante “em construção” por nós e por aqueles que logo se juntaram ao nosso propósito de ciar um processo de aprendizagem à partir de um modelo que levasse em conta uma visão holística: minha relação comigo, minha relação com o outro e minha relação com o mundo.

Por isso o encontro de quatro mulheres multidisciplinares. Yael Steiner, uruguaia radicada no Brasil, empreendedora cultural e cineasta foi responsável por juntar a banda. Diga-se de passagem, é como as “eupreendedoras” se chamam carinhosamente. Juntas, tocam distintos instrumentos e afinadas, criam diversas sinfonias em jornadas de aprendizagem.

Também nascida no Uruguai, Taly é psicóloga, educadora e trabalha com coach ontológico. Seu propósito: acompanhar, inspirar e motivar as pessoas a se apropriarem da suas vidas e de seus caminhos de luz.

Sandra Strauss é formada em Biotecnologia e pesquisadora de assuntos energéticos relacionados à Medicina da Casa. Através da filosofia da Cabala trabalha a inteligência emocional e a consciência de que somos muito mais do que pensamos por nossa percepção alcançar apenas 10% de toda realidade.

E Sabina Deweik, é jornalista, pesquisadora e caçadora de tendências e há mais de quinze anos trabalha em como observar e ler os sinais e comportamentos emergentes da sociedade, ajudando organizações e empresas a “antecipar o futuro”.

 

Inspiradas pelo cantor, poeta, músico e compositor espanhol Joan Manuel Serrat, as quatro integrantes levam desde o início de sua reflexão de propósito o lema: Caminante no hay camino, se hace camino al andar”.

Com a crença de que o caminho se constrói no processo e com a certeza de que os modelos vigentes serão substituídos por esta nova economia criativa, as jornadas Eupreendendoras são fundadas na economia da experiência, da originalidade, dos processos colaborativos e da prevalência de aspectos intangíveis e simbólicos na geração de valor.

“A Cultura de Protagonismo tende a se costurar em todas as relações humanas, começando pelo indivíduo , coletivo , corporativo. Apenas precisamos estar dispostos a colocar estas lentes que se ativadas nos permitem uma jornada transformadora”, diz Yael.

“Acredito que nossas jornadas são uma oportunidade de trazer com leveza e ousadia reflexões profundas sobre quem somos e como nos movemos no mundo”, acrescenta Taly.

Até então desconsideradas no mundo cartesiano o tema das emoções são constantes das Jornadas. “As emoções são a fonte de toda tomada de consciência, são excelentes indicadores do que é importante para nós”, completa Sandra.

Para Sabina, o potencial criativo tem a ver com a capacidade de observar o imaginário coletivo. Uma ideia não é um projeto. Ser capaz de ler os cenários comportamentais nos leva a criar e inovar”, completa Sabina.

As Jornadas

As Jornadas Eupreendedoras são realizadas em diferentes “tendas”. De forma itinerante, as eupreendedoras são anfitriadas em casas e espaços e a mobilidade faz parte do projeto, que se adapta e se constrói em diferentes ambientes.

Com dinâmicas, experiências e propostas inovadoras, o programa é customizado a cada encontro: fotografia, arte, cinema, poesia, gastronomia e outras disciplinas servem como suporte para tomar consciência de como eupreender.

 

Para tal, a cada jornada há um convidado especial que inspira os participantes. As Jornadas já contaram com as atrizes Clarice Niskier, trazendo sua aclamada “Alma Imoral” e Yachmin Gazal, conhecida pela minissérie Hilda Furação, que apresentou sua interpretação autoral de um poema de Clarice Lispector.

Um dos parceiros das Eupreendoras é o Atelier no Escuro (www.atelienoescuro.com.br) que ajuda a ampliar a experiência integral através de almoços sensoriais que buscam usar todos os sentidos adormecidos. A ideia é excluir momentaneamente um sentido e abrir espaço para outros. Nossa cultura é muito pautada pela imagem. Tirar a visão desestabiliza o nosso modo usual de funcionar, muitas vezes mecânico. Isso possibilita um trabalho com os sentidos menos estimulados e, ao final, com o próprio olhar que pode ser re-significado. Afinal “o essencial é invisível aos olhos” já dizia Antoine de Saint-Exupéry no clássico O Pequeno Príncipe.

 

Nos encontros, facilitados pelas Eupreendedoras e por convidados, há distintas dinâmicas sobre reflexão de propósito, sobre como podemos utilizar todo nosso potencial mediados pela filosofia da Cabala e pelos conceitos de Receptor, Causa X Efeito, Vibração /Atração e Foco, além de palestras sobre Os Novos Paradigmas do Futuro, o comportamento feminino e masculino na contemporaneidade e as tendências vigentes em nossa sociedade.

 

 

 

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